Associação se organiza para levar qualidade de vida aos fibromiálgicos

“Quem tem dor, tem pressa”. Motivados por este pensamento, a diretoria da Associação Paranaense dos Fibromiálgicos (APAFIBRO) vem percorrendo gabinetes e consultórios para organizar e fortificar a associação. Fundada desde 2015, a Apafibro visa levar qualidade de vida para as pessoas diagnosticados com fibromialgia, doença que ainda é uma incógnita para a medicina.

Por ser de difícil diagnostico, não existe um número exato de brasileiros com a doença, muito menos umuaramenses. A fibromialgia muitas vezes é descrita por aparecimento de dores intensas por várias partes do corpo, o que provoca a fadiga, distúrbios do sono e episódios depressivos. A doença é silenciosa, não detectável em exames laboratoriais e, às vezes, não causa nenhuma transformação externa na pessoa.

Neste cenário, a Apafibro, sediada em Umuarama, iniciou uma caminhada para fortalecer a associação visando levar tratamentos, terapias e conhecimentos para os fibromiálgicos. “O primeiro passo é regulamentar a associação perante os poderes estadual e federal. Desta forma, conseguiríamos recursos para aquisição de remédios, contratação de profissionais e a aquisição de uma sede própria”, disse a presidente Luiza Lima.

Desde o início do ano a presidente Luiza Lima e a diretoria da Apafibro vem percorrendo os gabinetes de vereadores e deputados em busca de apoio. A primeira reunião do grupo entre os políticos, foi para a emissão de carteirinhas que dá direito à fila especial aos fibromiálgicos, conforme determina a Lei Municipal 4286, de 13 de julho de 2018. “Nos reunimos com os vereadores e também estamos conversando com a administração municipal”, explicou a presidente.

O grupo também teve encontros com os assessores de deputados e a Secretaria de Assistência Social, para ao reconhecimento da associação como utilidade público e o empréstimo da piscina do Centro da Juventude para hidroterapia. “Precisamos de uma sede para que os profissionais de medicina, os quais se dispuseram a nos ajudar, atendam as pessoas diagnosticas com fibromialgia. Desta forma, os fibromiálgicos não vão lotar os postos de saúde do município, nem Pronto Atendimento. A pessoa com fibromialgia tem muita dor no corpo e para reduzir o sofrimento vai parar no posto de saúde”, explicou.

FIM DA DOR

O pedido das pessoas com fibromialgia é o fim da dor. “Eu sou diagnosticada com fibromialgia e não consigo dormir, pois doe em várias partes do corpo. As pessoas com a doença são fragilizadas e o sofrimento acaba levando à depressão. Por isso dizemos: quem tem dor, tem pressa. Nosso foco é regulamentar a associação e fortalecer a Apafibro, para então junto com o poder público buscar apoio no sentido de levar tratamento multidisciplinar para todos os fibromialgicos do Paraná”, disse Luiza.

A DOENÇA

Conforme o Ministério da Saúde, a origem da doença ainda não é totalmente conhecida. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. A fibromialgia acomete mais as mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, mas existem alguns casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes. “Não temos um número correta, mas se eu conversar com 10 mulheres, no mínimo cinco reclamam de algum sintoma associado a fibromialgia”, alertou Luiza Lima.

Por estar relacionada com casos de depressão, muitas vezes a fibromialgia é vista como um transtorno apenas psicológico. “Como boa parte dos pacientes sofre muito porque tem dor crônica, eles acabam sendo imputados como doentes psicológicos, o que não é verdade. Eles sentem dor mesmo”, reforça o reumatologista e coordenador da Comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes de Partes Moles, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), José Eduardo Martinez.

Apesar de nem todos os pacientes com fibromialgia apresentarem variação de humor, o médico destaca a existência de uma relação entre as doenças. “A dor crônica leva à depressão e a depressão leva à dor crônica. Hoje a gente considera a depressão como fator agravante de quem tem fibromialgia”, explica o reumatologista.

Diagnóstico

Com a dor persistente, o paciente deve procurar um reumatologista. O profissional realizará um exame no qual deve se manifestar dor em ao menos 11 dos 18 locais esperados de pontos musculares dolorosos. Antes de dar o diagnóstico de fibromialgia, o médico excluirá outras condições clínicas, como doenças reumáticas e distúrbios primários do sono.

Fonte: https://ilustrado.com.br/associacao-se-organiza-para-levar-qualidade-de-vida-aos-fibromialgicos/

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