Padrões na digitação podem indicar se pessoa tem Parkinson

Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, descobriram que o teclado do computador pode ser uma ferramenta poderosa para identificar portadores da doença de Parkinson. De acordo com cientistas, em entrevista ao site do Daily Mail, as teclas podem revelar uma grande quantidade de informações sobre as habilidades motoras de uma pessoa.

Para o corpo se movimentar, o cérebro envia sinais para várias regiões do órgão, incluindo a área motora suplementar, o cerebelo e os gânglios da base. Esses espaços do cérebro ativam neurônios da coluna, que estimulam os músculos a executar o movimento.

Em pessoas com doença de Parkinson, células produtoras de dopamina em parte do cérebro, chamadas substância negra, são mortas, ocasionando tremores, lentidão de movimentos e dificuldade para andar. Com essa análise, os pesquisadores criaram um algoritmo que pode dizer com que eficácia alguém está usando um teclado.

Por meio de códigos, cientistas podem distinguir, por exemplo, quando a digitação foi afetada pela falta de sono. A medição é feita pelo tempo em que uma tecla é pressionada antes de ser liberada. Segundo Ian Butterworth, pesquisador do MIT, o estudo se baseia na premissa de que “pode ​​haver informações ocultas na maneira como digitamos.”

Diagnóstico tardio
As pessoas geralmente são diagnosticadas com Parkinson cinco a 10 anos após o início da doença, o que prejudica o tratamento, avaliam os pesquisadores.

John Growdon, diretor da Unidade de Distúrbios da Memória e Movimento do Hospital Geral de Massachusetts, afirma que será importante demonstrar em estudos futuros que as deficiências de digitação se correlacionam à gravidade da doença de Parkinson.

Os cientistas acreditam que essa estratégia também pode ser usada para avaliar pacientes com outras doenças que afetam as habilidades motoras, como a artrite reumatóide.

“Isso [deficiência de digitação] pode ter aplicações em qualquer doença que produza um comprometimento motor, seja nas mãos, nos músculos ou no cérebro”, diz Alvaro Sanchez-Ferro, cientista do MIT.

Fonte: Época

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Loading...
%d blogueiros gostam disto: