Quadros de depressão e ansiedade em doenças autoimunes

A doença e hospitalização são condições impremeditadas na vida de uma pessoa. Entrar na realidade de uma doença crônica é difícil para qualquer pessoa. Isso porque todos os setores da sua vida (afetivo-relacional, profissional e saúde) passam por transformações. De acordo com estudos, a depressão é o quadro clínico mais diagnosticado nos pacientes internados ou que vivem sob a circunstância de medicalização e ou limitação física. Isso é muito observado por equipes multiprofissionais de instituições e por familiares.
Os sintomas da depressão e ansiedade podem ser avaliados através da análise clínica e histórica do paciente e pela observação dos seguintes itens:
Depressão
  • Rebaixamento do humor e tristeza recorrente;
  • Perda de interesse nas atividades que normalmente traziam prazer;
  • Redução da energia e fadiga;
  • Diminuição na capacidade de concentração;
  • Baixa auto-estima e auto-confiança;
  • Ideias frequentes de culpabilidade e indignidade.
E também:
  • Alteração do apetite e sono;
  • Lentidão psicomotora
  • Perda de libido.
Ansiedade
  • Preocupação excessiva
  • Ideia de descontrole do sentimento de preocupação
  • Inquietação
  • Dificuldade de manter o foco e a atenção – concentração.
  • Alteração da memória
E também:
  • Irritabilidade
  • Alteração do ritmo cardíaco, respiratório e do sono.
Após a avaliação psicológica, o trabalho a ser desenvolvido é de acolhimento terapêutico. Seja em psicoterapia ou acompanhamento institucional, o profissional deve oferecer o espaço para que o paciente passe a ter voz.
O papel do paciente deve passar da passividade que os tratamentos médicos impõem para a atividade.
Esses quadros clínicos podem não ser resultado apenas do sofrimento físico, mas também do sofrimento emocional de se encontrar limitado ou dependente do outro. Por isso a autonomia é muito importante para o fortalecimento psíquico.
O ambiente hospitalar também acaba levando a esses sintomas. Atualmente, existem trabalhos e projetos para que o contexto institucional seja cada vez mais agradável, com o treinamento dos diversos profissionais com o objetivo de oferecer um espaço acolhedor. Porém ainda há muito o que se trabalhar, principalmente na realidade de formação e recursos do nosso país. Mesmo assim, a mentalidade de que o paciente deve ser tratado de forma digna e humana tem sido cada vez mais praticada.
A partir dos próximos artigos, o foco será em como conviver com a artrite reumatoide e o bem estar emocional. Juntos, iremos discutir e trocar ideias para que a condição da doença não seja um impedimento para ser feliz.

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